Março Lilás: O mês de conscientização que pode salvar a vida de milhares de mulheres

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O Março Lilás é a campanha nacional dedicada à conscientização sobre o câncer de colo do útero, o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e a quarta causa de morte feminina por câncer no país.

Diferente de outras doenças, o câncer de colo do útero é quase 100% evitável. Por isso, a campanha busca derrubar tabus e levar informação sobre as formas de prevenção e diagnóstico precoce.

O que causa a doença?

A maioria dos casos de câncer de colo do útero é causada pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV). Este vírus é transmitido principalmente pelo contato sexual e pode causar lesões nas células que, se não tratadas, evoluem para um tumor maligno ao longo dos anos.

O combate à doença baseia-se em dois pilares fundamentais que toda mulher e família precisam conhecer:
Vacinação contra o HPV: Disponível gratuitamente no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A vacina é mais eficaz quando aplicada antes do início da vida sexual, protegendo contra os tipos de vírus mais perigosos.

Exame preventivo (Papanicolau): É a principal estratégia para detectar lesões precursoras. Quando o diagnóstico é feito na fase inicial, as chances de cura são altíssimas. É recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual.

O câncer de colo do útero é silencioso em seus estágios iniciais. Por isso, não se deve esperar por sintomas para procurar um médico. O preventivo é um exame simples que salva vidas.

Sinais de alerta

Embora a prevenção seja o foco, é fundamental estar atenta aos sinais que o corpo envia em estágios mais avançados:
Sangramento vaginal fora do período menstrual ou após a relação sexual;
Corrimento vaginal com odor ou coloração atípica;
Dores na região pélvica.

Ter o vírus HPV não significa que você terá câncer. Na maioria das vezes, o sistema imunológico elimina o vírus. A prevenção serve justamente para monitorar quando o corpo não consegue fazer esse trabalho sozinho.

Fonte: Instituto Nacional de Cêncer (Inca).